M E N S A G E M
Caros Amigos!
É minha intenção com esta pequena mensagem dar a conhecer o meu desígnio de candidatura à Presidência da Federação Portuguesa de Taekwondo.
Esta atitude, é simultaneamente um grito de alerta e um estado de agonia interior, que vem crescendo desde Julho de 2004, com a constatação de atitudes e comportamentos, por parte de quem detém o poder, que roçam os domínios do absolutismo, da arbitrariedade, do despotismo, do predomínio, da tirania e da prepotência.
Porque, se verifica uma situação caótica no seio da Federação Portuguesa de Taekwondo, onde poluem muitos parasitas, alguns iluminados e outros tantos “Senhores da Guerra” com a mania das grandezas, do nacional porreirismo e do anarquismo exacerbado.
Porque, verifico no actual quadro nefasto, da Organização Desportiva de cúpula do taekwondo, situações que considero graves e muito graves.
Porque, não existe no seio da Federação Portuguesa de Taekwondo, instituição de Utilidade Pública Desportiva, o princípio da legitimidade e da democraticidade.
Porque, se verifica uma tremenda desorganização administrativa aliada a medidas casuísticas, trapalhadas e confusões.
Porque, o actual estado crítico, que se vive no seio do Taekwondo em Portugal, exige uma atitude.
Urge, uma tomada de posição, por parte das pessoas com carácter e responsáveis pelo Taekwondo em Portugal.
Deste modo, apresentamos esta nossa pretensão que assenta em três premissas fundamentais para nós, porque:
- temos um denominador comum , chamado Taekwondo;
- uma atitude de paixão pelo Taekwondo; e,
- temos um projecto para o Taekwondo.
Temos, ainda, um objectivo, uma estratégia e queremos aplicá-los.
O Homem é um ser gregário, por isso, tenho comigo, neste projecto, pessoas do taekwondo da minha inteira confiança - sem os quais nada disto seria possível equacionar - que se propuseram apoiar-me na prossecução do objectivo fundamental que é o crescimento e desenvolvimento do Taekwondo.
Impus-me, a mim próprio nesta missiva, não mencionar nenhuma atitude desbolada, em particular, da Direcção ou interesses menos lícitos dos “Senhores da Guerra” (vividos nestes últimos dois anos) mas, devido às situações ocorridas que provocaram nos atletas e pessoas do Taekwondo uma grande descrença pela Federação, pelos Mestres e pela Cultura do Taekwondo, não posso deixar passar, em claro, dois dados que considero muito importantes, a saber:
- - os maus resultados desportivos aos olhos do País e vergonhosos para os taekwondistas.
- - os constantes atropelos aos Estatutos, Regulamentos, Normas e aos princípios da Ética do Desporto e do “Fair Play”.
Os nossos atletas não venceram, sequer, um único combate em provas importantes que participaram, como foram: os Campeonatos do Mundo de Seniores e Juniores, o Campeonato da Europa de Seniores e os I Jogos da Lusofonia. Perante, esta constatação, ocorre-me fazer a seguinte pergunta: - de quem é a culpa? Do meu ponto de vista, analisando o problema transversalmente, diria: desenganem-se aqueles que pensam que estes atletas são os “únicos” culpados. Uma coisa tenho eu a certeza, o actual Corpo Técnico para as Selecções Nacionais de Combates, em dada altura, matou a equipa de todos nós. Actualmente, não temos uma Selecção Nacional unida e coesa. É confrangedor verificar que, de tempos a tempos, são indicados nomes de atletas (de forma avulsa) que, em dado momento cronológico, interessam a alguém que, estes, representem a equipa nacional aqui e acolá (vejam-se as convocatórias para os I Jogos da Lusofonia e Open de Andorra). Tudo isto, se verifica, com o conivente alheamento e indecorosa permissão do actual Presidente e Direcção da Federação Portuguesa de Taekwondo.
Assisti, por outro lado, a verdadeiros atentados imorais praticados por uns e a atitudes de anti-desportivismo praticados por outros. Notei, ainda, uma total falta de cultura entre muitos. Não estou a referir-me, somente, da falta de Cultura Académica ou Cultura Geral, nem tão pouco de Cultura Desportiva e muito menos de Cultura do Taekwondo, refiro-me por si só da falta de Cultura do “bom-senso”, que há pouca por aquelas bandas. Como em muitas outras coisas, um pouco de bom-senso pode fazer a diferença.
O próximo Presidente da Federação Portuguesa de Taekwondo não pode ser alguém distante dos problemas e das preocupações dos atletas, técnicos, dirigentes e associações. Deve, pautar-se por ter uma equidistância entre todos os associados, não esquecendo, jamais, que os Presidentes das Associações assim como os Mestres de Taekwondo são seus Pares, por isso, estes, devem contar com um tratamento diferenciado e com o seu empenho e apoio incondicional.
O futuro Presidente, terá que resolver problemas graves e muito graves quer devido a má gestão administrativa, quer ainda devido a problemas de total descrença que se verifica ao nível dos órgãos da tutela e organismos oficiais, como são os casos: do Instituto do Desporto de Portugal, da Confederação do Desporto de Portugal e do Comité Olímpico de Portugal, entre outros. Deverá, empenhar todo o seu esforço na recuperação da credibilidade e confiança, dessas instituições públicas, para a Federação e para o Taekwondo Nacional.
Para que a Federação Portuguesa de Taekwondo possa cumprir a sua função cultural e social de forma harmoniosa e respeitada é “necessário que esta se oriente por fortes preocupações morais e princípios deontológicos”... – por quem tem a responsabilidade de dirigir, aprovar, promover e gerir uma instituição com o estatuto de Utilidade Pública Desportiva – “quer na sua prática intrínseca, quer na sua relação com os diferentes sistemas sociais”... com os quais interage.
Na actualidade, qualquer Organização Desportiva [leia-se Federação Portuguesa de Taekowndo] deve ser gerida com princípios de rigor, justiça e transparência através de uma filosofia de gestão que permite ... “criar um processo de satisfação mútua entre quem produz um bem ou serviço e quem o consome ou utiliza”.
Porquê esta candidatura?
Porque, entendemos que o Taekwondo já é “maior de idade” e porque existem pessoas, verdadeiramente do Taekwondo, com “maturidade” suficiente para estarem à frente dos destinos da nossa modalidade de eleição.
A minha Associação de nomeação é, como todos vós sabeis, a Associação de Taekwondo de Santarém (ATSANT). Contudo, aqui e agora, garanto a todos os Taekwondistas que se vier a ser eleito (como verdadeiramente espero), deixarei de ser o Presidente da ATSANT para ser o Presidente de todas as associações, clubes, escolas, dirigentes, técnicos, atletas e simpatizantes.
Desde já comprometo-me, com toda a família taekwondista, que tudo farei para recuperar a idoneidade das pessoas do Taekwondo e dignificar a modalidade. Assim como, empenharei todo o meu esforço e saber na divulgação, promoção, crescimento e desenvolvimento do Taekwondo em Portugal.
Externamente, procurarei recuperar, o prestígio e a credibilidade da federação, que detinha no passado, junto das entidades e instituições oficiais portuguesas.
Empenhar-me-ei, de forma abnegada, para que o Taekwondo Português, seja reconhecido pelas organizações oficiais além fronteiras.
Para finalizar, desejo que todos vós se revejam, neste projecto com ideia de futuro para o taekwondo, e que encarem como um sinal de esperança e de vontade na mudança.
Pelo exposto anteriormente, e “Por Uma Atitude de Paixão”, conto, desde já, com o vosso apoio discricionário.
Muito Obrigado!
José Luís Souza |